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Bolsonaro diz que aumento do Bolsa Família será no mínimo de 50%

A equipe econômica estuda aumentar até o fim deste ano o atual benefício para R$ 300 ou R$ 400 reais

06/08/2021 - João Rodrigues

A data do reajuste no Bolsa Família não foi confirmada pelo presidente durante a conversa / Foto: Fotos UOL Economia

O presidente da República, Jair Bolsonaro, reafirmou nesta quarta-feira, 4, que pretende reajustar em pelo menos 50% o valor oferecido pelo Bolsa Família e sugeriu mudar o nome do programa para Auxílio Brasil:

 "Estamos aprofundando de modo que tenhamos um novo programa, Auxílio Brasil, pelo menos 50% maior do que o Bolsa Família. Os outros 50% vou deixar para o Paulo Guedes anunciar", disse, na cerimônia de posse do novo ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira.

A equipe econômica estuda aumentar até o fim deste ano o atual benefício médio de R$ 190 para o mínimo de R$ 300 (ampliação de 57,9%) ou R$ 400 (105,3% a mais). 

O meio de financiar o reajuste é objeto de disputas internas no Planalto. O ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu, em reunião com os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), o parcelamento dos precatórios. A medida abriria espaço no Orçamento para a ampliação do programa de assistência social.

Em junho, ele havia anunciado que o novo Bolsa Família seria de no mínimo 300 reais, um aumento de pouco mais 50% no valor médio do benefício. Na ocasião, como informou o jornal O Estado de S. Paulo, o anúncio surpreendeu integrantes do governo. Técnicos apontaram que o valor proposto não cabe no teto de gastos previsto para 2022.

A data do reajuste no Bolsa Família também não foi confirmada pelo presidente durante a conversa.

Na mesma entrevista, Bolsonaro citou que o governo reduziu o valor do auxílio emergencial para não ‘desequilibrar a economia’ e culpou governadores e prefeitos pelo aumento do desemprego e pelo baixo desempenho do Brasil na economia.

O País atualmente tem 14,8 milhões de pessoas desempregadas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O retorno do Brasil ao Mapa da Fome e a alta nos preços de itens básicos são outros dos fatores que mostram um recrudescimento da economia nacional.

Com informações da Carta Expressa e UOL Economia