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Cadelas frequentam missas em Santana do PI e ganham simpatia do padre

O vigário relatou que Pretinha e Toquinha, além de frequentarem as Missas, também participam das procissões religiosas.

08/01/2021 - João Rodrigues

/ Foto: João Rodrigues

A exemplo de São Francisco de Assis, considerado protetor dos animais e padroeiro da ecologia, o Pe. José Mairton, vigário paroquial da Paróquia de São José Operário, Diocese de Picos – Piauí, e responsável pelas áreas pastorais de São José, em São José do Piauí, e São Pedro, em Santana do Piauí, também tem apreço por essas criaturas. O exemplo do respeito, nutrido pelo religioso aos animais, pode ser visto em suas celebrações eucarísticas, na Igreja Matriz de São Pedro, em Santana do Piauí, quando o Padre costuma presidir Missas na companhia de duas cadelas.

“As cadelas são de rua, elas frequentam todas as Missas, é só ouvirem o badalar do sino que as duas chegam à igreja, inclusive ficam no presbitério, perto altar, elas ficam durante toda a celebração com o Padre, parecem gente, costumo dizer que se comportam melhor, na igreja, que muita gente”, brincou o religioso.

Pretinha e Toquinha

Tudo começou, contou o Pe. Mairton, com a Pretinha (A cachorra tem pelo escuro), indo à Missas, acompanhando as pessoas que costumam frequentar as celebrações eucarísticas, depois do nascimento de Toquinha (O animal tem rabo curto), filha de Pretinha, as liturgias passaram a ser frequentadas pelas duas cadelas.  Hoje, continuou o religioso, basta o badalar do sino para as duas chegarem à igreja.

O vigário relatou que Pretinha e Toquinha, além de frequentarem as Missas, também participam das procissões religiosas.

 “Antes da pandemia, nas procissões, elas iam à frente”, destacou o religioso.

O Pe. José Mairton também contou, que, ao termino das Missas, Pretinha e Toquinha se dirigem até a casa paroquial, ligada à igreja matriz de São Pedro, onde são servidas as refeições para o religioso, e o sacerdote divide-as com as cadelas.

“Ao término das Missas, elas se dirigem para a casa paroquial, ao lado da igreja, e ficam à minha espera, só entram quando eu chego. Durante as refeições, faço questão de dividir os alimentos com elas”, disse o Padre.

De acordo com o Pe. Mairton, no início, a presença das cadelas nas celebrações eucarísticas causava estranheza a alguns fiéis, mas hoje, acrescentou ele, a presença desses dois animais nas Missas é vista com naturalidade.

“Eu gosto delas, elas não atrapalham, são observadoras e atenciosas”, justificou o sacerdote.

A afinidade do Pe. Mairton com animais, durante as celebrações religiosas, se tornou visível desde o início de sua vida sacerdotal. Segundo o religioso, na cidade de Itainópolis, também no interior piauiense, uma cadela participava de suas Missas.

“Quando eu atuava em Itainópolis a cadela Mille se fazia presente às Missas, ela pertencia a uma pessoa da comunidade. Ela sentava na frente, no pé do altar, nunca faltava às celebrações, muita gente faltava, ela não, eu até brincava, é quem tem mais fé aqui na igreja, nunca falha a uma celebração”, pontuou o religioso.

A membra do Conselho Pastoral Comunitário, coordenadora do projeto Devotos Fiéis, coordenadora da Pastoral do Dízimo, ministra da Eucaristia e Secretária de Educação do município, Maria Inês Rocha, também falou da assiduidade de Pretinha e Toquinha no dia a dia da comunidade católica em Santana do Piauí. Segundo ela, a ligação das duas cadelas com o Pe. Mairton é muito forte, a ponto dos animais estranharem a presença de outro Padre.

“Lembro de um dado momento, quando Pe. Mairon, por motivo superior, teve que ser substituído em uma Missa por outro celebrante, as cadelas chegaram a ocupar o presbitério, como se estivessem cobrando a presença de Mairon”, relatou Maria Inês.

Maria Inês

Maria Inês Rocha também contou que Pretinha e Toquinha começaram a frequentar a igreja, depois que o Pe. Mairton chegou a Santana do Piauí, para sua missão sacerdotal.

“Pretinha e Toquinha só começaram a frequentar as celebrações religiosas com a chegada de Mairton à  Área Pastoral de Santana do Piauí, o apego é com o Padre. Nas celebrações elas ficam olhando e ouvindo o Padre”, observou ela.