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Período chuvoso realça belezas naturais do Riacho do Engano; Veja!

O Riacho do Engano é um córrego natural e temporário, que passa a maior parte do ano seco.

07/04/2019 - João Rodrigues

Riacho do Engano / Foto: João Rodrigues

O Riacho do Engano é um córrego natural e temporário, que passa a maior parte do ano seco. Do mês de Maio a Dezembro o riacho é apenas uma grande vala de areia e pedras em meio a uma vegetação seca, a exceção são pés de Oiticica (Licania Rigida), endêmica na Caatinga, que se mantém verde durante a seca e algumas nascentes em seu percurso. No entanto quando o período chuvoso chega, entre os meses de Janeiro a Maio, o chamado Inverno na região semiárida piauiense, o cenário muda e o desolado córrego se transforma em um riacho caudaloso, contornado por uma vegetação verdejante de encher os olhos. Suas enxurradas, desde um passado remoto, é uma atração à parte para os habitantes do entorno.

O velho e bravo riacho do Engano nasce na sede do município de Santana do Piauí, onde recebe as águas pluviais de riachos menores, o mais famoso é o do Buriti, que nasce em um brejo no sopé da Chapada do Barro, e tem esse nome pela incidência da planta Buriti (Mauritia flexuosa). De suas cabeceiras ele parte cortando o município, fertilizando terras cultiváveis, outrora com a cultura da cana-de-açúcar, e regando a mata ciliar sedenta. 

O Riacho do Carapina, que nasce no interior do município, precisamente nas imediações das comunidades Engano I e II (Rodrigues e Porém), e tem em suas cabeceiras algumas nascentes (Carapina e Siliveste), deixando-o com trechos perenes, é outro importante afluente do Riacho do Engano.

De acordo com a versão popular, o Riacho do Engano, que interliga os municípios de Santana e Sussuapara, leva esse nome por suas cabeceiras e principais afluentes se encontrarem em Santana do Piauí, outrora Saco do Engano e nas comunidades Engano I e II.

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